Projeto de lei quer acabar com o anonimato no Brasil (de novo)

Não bastasse o Marco Civil com seu Artigo 13 e 15 que registra e armazena os usuários na Internet o Deputado Silvio Costa (PSC-PE) apresentou um projeto de lei no qual deseja modificar o Marco Civil para que possua mais uma forma de registro por parte do usuários, sendo esse registro uma obrigatoriedade.

O projeto 1879/2015 quer adicionar no artigo 15 do Marco Civil a obrigatoriedade de guarda de dados adicionais de usuários na provisão de aplicações que permitam a postagem de informações por terceiros na internet.

Isso é apenas mais um tipo de registro que o usuário terá que sofrer pelo simples fato de utilizar a Internet. O deputado alega que com essa medida ficará mais fácil identificar usuários que se aproveitam do anonimato para cometer crimes, pois tendo o seu Nome e CPF como identificador será mais fácil identificar o usuário porque os dados já coletados, graças ao Marco Civil, são insuficientes para identificar os usuários.

No Artigo 15 do Marco Civil o Deputado quer adicionar o § 5º que diz:

O provedor de aplicações de internet previsto no caput, sempre que permitir a postagem de informações públicas por terceiros, na forma de comentários em blogs, postagens em fóruns, atualizações de status em redes sociais ou qualquer outra forma de inserção de informações na internet, deverá manter, adicionalmente, registro de dados desses usuários que contenha, no mínimo, seu nome completo e seu número de Cadastro de
Pessoa Física (CPF).”

Isso significa que caso você queira atualizar seu status no facebook, twitter, snapchat, comentar em um blog, fórum ou até mesmo comentar em um site pornô você é obrigado por lei a informar seu NOME e CPF. Isso tudo para a sua segurança, claro.

A sugestão do Deputado é um atentado ao anonimato do usuário, pois essa identificação da margem a perseguições, acusações indevidas e toda e qualquer criatividade dos juristas brasileiros.


Harry Potter and the Methods Of Rationality (HPMOR) – Pre-Review

[0]

Eu amo livros, mas é bem raro eu escrever sobre eles. Uma vez ou outra, mas bem poucas vezes mesmo, eu acabo escrevendo uma review bem pequena no Goodreads, mas quase nunca isso acontece.

Mas, depois de descobrir (por acaso) o livro do título desse post, tive que criar uma exceção.

Resumidamente, HPMOR é uma história (romance, posso dizer assim?) que utiliza os elementos, personagens e conceitos do enorme mundo de Harry Potter para criar uma nova plot. Essa nova história possui várias coisas em comum com a original da J. K. Rowling, você vai ler sobre Voldemort, sobre vários feitiços já conhecidos na trama, as mesmas lojas de magia, enfim; mas a premissa é a seguinte: Harry Potter (lá pros seus 11 anos, antes de entrar em Hogwarts) é um cara intelectual, me atrevo a dizer geek inclusive, que estudou e leu bastante livros sobre ciência e afins. É o nerd dos tempos modernos, for that matter; bem diferente do Harry da história original. Ele é mais intelectual do que a Hermione que você conhece!

Bem, a palavra certa é racionalista, inclusive é daí que vem o título do livro.

E enfim, só com essa premissa, o principal autor do livro, o Eliezer Yudkowsky, conseguiu desenvolver uma história fantástica. Conseguiu prender a minha atenção depois que eu li menos de 1% do livro (geralmente uma boa convenção é 3–6%). Isso é muito pouco, e é assim que a gente é capaz de identificar livros [muito] bons [1]. Convenhamos, se você tem que chegar em 10% do livro para que ele fique interessante, então provavelmente é melhor você procurar outro livro para ler.

Dito isso, eu gostaria de eliminar qualquer tipo de bias: não, eu não sou fã de Harry Potter, em geral — seria muito fácil recomendar um livro da série se eu fosse fã da mesma, certo? Eu gostei muito dos 7 livros, me amarrei na história, mas não a ponto de me tornar um fã. O que é ser fã de um livro? Bem, se você procura por fan-fictions ativamente e/ou participa de uma comunidade on-line do livro (como um subreddit ou grupo no Facebook) mesmo depois de ter lido todos os livros da série, então provavelmente você é um fã da mesma.

Só para dizer mais algumas coisas e relatar alguns fatos relacionados (ou não):

  • o autor do livro é um cara bastante inteligente. Estuda Inteligência Artificial sei lá onde e parece que ele é um drop out do ensino médio, então ele aprendeu AI sozinho. Um autodidata respeitável, no mínimo. E sim, saber essa informação ajuda a entender porque o livro fica interessante e num tom bem peculiar.
  • esse mesmo autor mantém um blog/wiki/site/portal [2] chamado lesswrong, cujo propósito é discutir sobre métodos de racionalidade e algo do tipo. Coincidentemente, faz uns dois dias alguém no fórum do Arch postou um link [3] pra lá.
  • outro motivo para eu gostar desse livro: eu me identifico 110% com o personagem principal (tá, isso sim é um bias [4]). Eu já fui extremamente pedante (agora sou só um pouquinho), ou racionalista, se preferir usar a terminologia do livro. E cara[mba], o Harry dessa história me lembra muito eu mesmo faz uns anos [atrás]. Acho que também me identifiquei bastante com o personagem de [1]. Talvez o que constitua um bom livro, afinal, seja o quanto você consegue (i) se identificar ou (ii) identificar alguém que você conhece º no enredo do mesmo. Já parou para pensar nisso?
  • no momento desse post, li exatamente 3% do livro (ele é bem grandinho! Umas 600 mil palavras, pelo que vi), mas já aconteceu tanta coisa na história que nem parece que li isso “tudo”. Nesse ponto, gostaria de dizer que o autor sabe usar muito bem do elemento ‘humor’.
  • e de verdade acho que não foi só o autor que escreveu o livro, parece que ele foi meio colaborativo também, ou algo assim…[citation needed]
  • chega. Quer mais? Subreddit. E baixe o livro em mobi ou epub no site.

Esqueci de dizer: consegui reencontrar a fonte da serendipidade. Só descobri esse livro por causa desse tweet.

TL;DR

cognitive biases, psicologia, humor, muita verossimilhança, racionalidade, física, e uma história [alternativa] muito interessante. Super recomendado. Ah, e esqueci de dizer: imprevisível também. Isso faz toda a diferença em um livro.

Footnotes

  • [1]: O último livro que me lembro que também me prendeu em uns 2% de leitura foi o Ready Player One, do Ernest Cline. Show de bola também, e super recomendado! Ah, esse livro merecia um post à parte…pena que não escrevi um na época que o li.
  • [2]: isso não é algo tão raro assim. Exemplos que me vêm à mente: c2wiki, o site do Alex Schroeder (a random emacs guy), skilledtests (acabei de resgatar esse link das cinzas, minhas habilidades com search engines estão boas! Palavra-chave: identi.ca wiki). Esse tipo de site é uma coisa que eu acho bem maneira! É basicamente uma espécie de personal wiki colaborativa. Se é que isso faz sentido. Nah, eu já tentei fazer isso uma vez pra mim, mas não deu muito certo.
  • [3]: até que ponto ter “paciência” com quem pergunta questões em fóruns sem demonstrar muito esforço de pesquisa? É mais ou menos isso que esse artigo discute e o contexto no qual ele foi postado. Isso merece suas discussões em outro lugar. Mas eu sempre gosto de linkar pra essas duas páginas: How to ask questions the smart way e por favor não seja um help vampire (plus).
  • [4]: diria que um confirmation bias. São muitos biases(!!!) Aiai, psicologia humana! Por sinal, esse livro descreve, ao longo da história, uma porção de biases cognitivos. Muito bom para aprender sobre psicologia! Eu amo psicologia (especialmente psicologia cognitiva), e acho que já falei em algum lugar que se eu não fizesse computação, existiria uma boa probabilidade de que eu tivesse cursado psicologia. Por sinal, leia esse livro. Ele ensina muita coisa legal sobre psicologia.
  • [0]: esse post mostra, acidentalmente, que é muito mais gratificante “se aliviar” postando uma porção de links em um post de blog do que tentando criar enormes listas ou diretórios de links [organizados] de assuntos relacionados. Eu demorei dois anos para descobrir/concluir isso, mas acho que aprendi a lição. Aliviar a tensão, como dizem. Bem, outros dizem o contrário.

Filed under: Sem categoria Tagged: book, Index, reading, review

Hack ‘n’ Cast v0.15 - Sistemas Embarcados - Parte 1

Todo mundo utilizou um sistema embarcado, mesmo que sem perceber. Estes sistemas são responsáveis por toda a a revolução do último século.

Baixe o episódio e leia o shownotes

[title needed] The self-hating web developer

Tl;DR Recommended reading if you are a programmer: http://joequery.me/code/the-self-hating-web-developer/

Raramente eu crio um post só para compartilhar um link, mas esse aí tá muito bem escrito e nos faz refletir um pouco sobre o que nós somos e o que realmente queremos. O futuro é incerto, afinal.


Filed under: Sem categoria Tagged: programmer, upstream, vendor, webdev

Portable (really!) dotfiles

In the past, I tried to make my dotfiles more accessible. I’m not sure if I achieved this at the time; anyway, yesterday I reorganized them all and made them truly portable.

I would create my own methods to do that, however I hate reinventing the wheel, so fortunately I stumbled upon dotfiles.github.io, which led me to the awesome Thoughtbot’s rcm. Actually, I already have stumbled upon rcm before, but I didn’t care about it at the time.

Anyways, after adopting it, I can say it is really nice and I do recommend it. Also, it should be portable across several (if not all) unices.

tl;dr

To clone my dotfiles in a new machine, it is just a matter of:

  • git clone the right repo (https://github.com/thiagowfx/dotfiles)
  • have the rcm tools in your system — either through a package, or compiled in a local directory temporarily (it uses the autotools toolchain)
  • $ rcup

In fact, I could have included the rcm tools in my dotfiles repo too, but I decided not to do that, at least for now. Also, there is a Makefile in there which automates the process for the lazy ones (-; — except about the part of getting/compiling rcm.


Filed under: Sem categoria Tagged: dotfiles, git, Linux, unix

Goodbye, (native) Chrom{e,ium} on Linux

Chrom{e,ium} (now referred to as Chrom*) is a little beast that loves to eat up your system memory. And don’t even try to put the blame on add-ons, a vanilla version of the browser will equally consume up your system RAM all the way down [citation needed].

There was a problem, though. I’ve been using it as my main web browser for several months. So I have bookmarks, configs, … and so on, everything in there. So what?

For months, I’ve been searching for a “solution” to this. Not sure if I should call it a solution, because it is just a fancy way of approaching the problem. Anyways…Jeez [1], it works flawlessly and awesomely (does this expression exist?).

VIRTUALIZATION

docker comes to the rescue. Inspired by this ([1]) post, I’m now running Chrom* inside docker. This works across any operating system that supports docker, and makes it unnecessary to install Chrom* natively in your host platform.

Yeah, of course there is an example: https://www.youtube.com/watch?v=S9_pDMC0ses

Under the scenes:

  • I have an alias “t-dc-chromium” which starts chromium under docker.  There is no “chromium” executable on my system. Of course, I could have aliased this to “chromium”, but there is a reson for it to have a “t-dc” prefix, it is mainly to be consistent with my dotfiles workflow. Here is the alias. “t-” stands for “template” and “dc” is “docker container”. Aliasing makes it effortlessly to remember otherwise long commands.
  • I run Arch Linux, but this chromium is running under a debian docker container. It could be running under any other operating system I would like; it would be just a matter of creating an appropriate Dockerfile for it.
  • Docker containers are very inexpensive in terms of performance cost and memory consumption.
  • Also, docker provides an additional layer of isolation / security for me. It makes chrome run completely isolated from the other applications in my desktop. In particular, I can kill it this way: docker rm -f “chromium”. In theory, it doesn’t lock up other desktop apps — at least not in the same way as it would if it were running natively.
  • Finally, docker has a ‘–memory’ switch. I’m using ‘–memory 1gb’, which means this piece of memory eater won’t bother me anymore. Yaaaay! It is also possible to limit other resource usages [citation needed].

Tutorial?

Okay, if you want to do that too, and supposing you’re running any (decent) Linux distribution…you should:

  1. install docker. Usually with apt-get, yum, and so on. Maybe your distro doesn’t have a docker package. In this case, consult the official docker documentation for a suitable installation method for you.
  2. start the docker daemon. Usually a ‘sudo systemctl start docker’ or a ‘sudo /etc/init.d/docker start’ would do it. That depends on your system.
  3. pull the jess/chromium [2] docker image. This way: docker pull jess/chromium. It will consume some disk space, but disk is cheap nowadays. However, if you’re using a small SSD, beware.
  4. now, it is just a matter of running the container you just pulled using the appropriate switches for docker. I use the one I indicated in a previous link, but you could adapt it for your own needs.

In a future reboot, you will only need to repeat step 4 (supposing you enabled docker to start automatically with your system). Using an alias makes it a breeze.

Wrapping up

This idea is by no means original. As I said, I “lended” it from here. However, unlike this post, I have no intentions of running everything in my desktop under docker. Yeah, it is fun, but not really necessary for my workflow.

Finally, you wonder, does this resolve the memory problem? Of course not, this is inerent to Chrom*. However, I find this makes it better in terms of “damage control” (by limiting the available memory for Chrom*) and for isolation of the main system.

Footnotes

  • [1]: pun intended, can you spot it?
  • [2]: there is also a chrome image (jess/chrome), should you want it

Filed under: Sem categoria Tagged: chromium, docker, google chrome, KISS, virtualization

Journal #22: 2015.1 — small review of a really serendipitous semester

Previous one: 2014 – Small review of a really nice year :)

This post is divided into two sections:

  • the first one is a re-review of the previous post: ya know, like which things turned out to be a complete mess, and which ones turned out to be really nice.
  • the second one includes news from the latest semester (aka 2015.1)

By the way, I am thinking into turning this into a new series. This kind of post is very [stable] and is a really nice way to share several thoughts and impressions at once. So, let’s go:

2014 re-review

This will follow the same order of the previous post. Now:

  • Some static site generators are a total waste of time.
  • Próximooooooooooo [1]
  • CTFs turned out to be something I really like. In particular, Information Security and Computer Networks are among my top interests in computing.
    • Yeah, I participated of the CERT.br challenge yet again, and got the second place (again! xD). By the way, this was one of the things I was most expecting about 2015.1, My salutations to the CERT.br team.
    • Reverse engineering is cool but very uncertain sometimes.
    • “Worse is better”
    • gdb is more powerful than I could imagine (though this doesn’t mean it is necessarily easy to be mastered…)
    • Python is amazing to program some network tasks in CTFs. Yeah, better than ruby.
  • Hackathons are: sometimes very overrated; but sometimes very nice. The choice depends on the context. ==> Stay away from the overrated ones, please.
    • Citation needed (?)
  • Firefox OS is pretty much dead. It is better to develop a mobile-friendly website rather than [trying to] waste time learning how F.OS works. Also, read the opinion of Jeremy Garcia about Mozilla (or, like Brian likes to say, “Motzilla”. Yeah, The Bad Voltage guys *do* really rock!
  • I still love the Arch community but I’m trying to find new [stable] ones. Rust looks like a nice candidate at the moment. Haskell turned out not to be very [stable] in terms of community, however it is a nice language indeed. Hacker News turned out to be [stable]. Reddit continues to be very [stable].
  • Ah yes, you might be wondering about this [stable][2] thing.
  • Tumblr turned out to be [stable] too. In fact, I’m beginning a new niche blog in there. More on that later.
  • AUR is still the best software repository out there. And now it reached 4.0.
  • Markdown “languages”: I don’t care about either asciidoc or mediawiki anymore. Markdown itself is still the best one out there.
  • Programming languages: I lost my interest on lua and perl; I over-created an interest on Rust; and I’m beginning to discover the inner workings of python. Ok, python 2, I confess. nobody cares about python 3…
    • Oh yes, in particular, ipython is awesome!
    • virtualenv + pip too.
  • I completely ditched out emacs from my life. Along with RSIC-x C-c. I don’t even use orgmode anymore. Oh, that was said…I really love orgmode! But it is only available though emacs, so goodbye. I’m mainly using google keep + google (spread)sheets now. Yeah, Google knows everything (okay, 99%) about me.
  • R is the BEST thing to plot graphics. [stable]
  • No MOOCs (coursera, edx, etc). However, who cares? ACHIEVEMENT UNLOCKED: I read ~42 books within a single semester. And this is well documented on Castalio Podcast as a friendly interview to Og and Elyézer.
  • I’m now achieved the [master] level regarding creating LaTeX presentations / slides with LyX. Here are some of them. It rocks.
  • TV Series: season #2 of Silicon Valley was really nice. I’m still waiting for another season of Black Mirror; and Game of Thrones turned out to be very amazing, even though I watched most of its episodes from the first three seasons in 1.5–2.2x playback speed. My brain is now hard-wired to find the 2-min opening theme way too slow in 1.0x. No more series.
  • Already talked about books…and, yeah, goodreads + calibre + kindle are the best triple one could have.
  • Operating systems still consume much of my time and interest. I really like to get in touch with the latest technologies. Achievement unlocked: installed OpenBSD in my ultrabook. Ok, just for a while. And managed to get wi-fi connection working on it. Oh, poor package management security freak thing. No more windows. Pun intended.
  • No games this semester. So sad…also, kongregate is slowly dying. Along with Flash.
  • Spotify still rocks. Nice bands/music I discovered [3] this year (or I think it was this year): Foster the People, Imagine Dragons, Jack Johnson, Jonathan Coulton, Lana del Rey. Also, it looks like Taylor Swift has 10% of my last.fm scrobbles, OMG. Maybe this influences me unconsciouslly.
  • I improved my game creation / computer graphics skills by developing an Ogre3d game (still WIP).
  • Vim is not a [stable] IDE. But it is a [stable] text editor for me now, thus replacing emacs. It lacks autocomplete…no plug-ins are good for this.
  • Android 4.4.x manual update on my humble Motorola Razr I: it was a nice learning experience and the system got much better overall.
  • Privacy? Pretty much the same.
    • Now I adopt the concept of disposable posts.
    • uBlock is slightly better than adblock for my purposes. And AdAway still rocks.
    • Created then immediately abandoned my Instagram account.
    • RSS feeds? Inoreader.
  • I still love podcasts. I listed the top ones I most enjoy [today] in here.
  • Languages? I feel I want to learn Russian but I didn’t to that this semester. Still waiting for Duolingo to launch it. It should be complete by the end of the year.
  • No, I’m not migrating this blog to anywhere else anymore.
  • My tumblr is an occasional source of serendipity links.
  • No, I’m not in vacation at the time of this post.

Hello — er, I mean, goodbye — 2015.1

Now let’s index a few nice things about 2015.1.

  • You’re right, I don’t even know where to start from.
  • Let’s begin with the “achievement unlocked” moments, then (not in any particular order):
  • Achievement unlocked #1: achieved 500 posts on the Arch Linux Forums. This is the fourth on-line forums where I achieve 500 forums. (1 = a MMORPG game — damn, I had ~12 years. No more of these games now!; 2 = fórum do só matemática; 3 = fórum da OBMEP (3 vezes ou 2); 4 = arch). The actual number of posts is not important, but this is ==> [stable]
  • Achievement unlocked #2: listened to probably more than 1000 hours of podcasts (not only in 2015.1, but summing it all up from the beginning). Maybe more than 2000? I’m not sure. Ok, in fast playback mode. I just know that just Everyday Linux alone accounts for ~180+ episodes times ~1.2 hour each ==> more than 200 hours. By the way, thanks to EDL [4] (everyday linux) my English listening super boosted in the last years. It was the first podcast in English I began to listen in fast playback speed (~1.7x, maybe) — actually, i t was the first podcast I ever listened to.
  • Achievement unlocked #3: about to achieve 15k scrobbles on last.fm.
  • Achievement unlocked #4: more than 1200 movies/series/whatever marked as watched on my filmow. Okay, patience deteriorates over the years…I’d say one fourth of these were watched in fast playback speed.
  • Yes, this ‘fast playback speed’ thing became [stable] in the last months.
  • Okay, no more numbers. I’ll stop digging up my web accounts.
  • About some technical stuff:
    • httpie rocks
    • rust rocks
    • debian [stable] is a bad desktop environment for power users…however, it is okay for ‘i-dont-care’ users.
    • cherrypy and sqlalchemy rock for python development
    • docker rocks (see also: this <== yeah, Jess also rocks)
    • http://curlpipesh.tumblr.com/ <== shame on you people who | sh
    • mate is the best desktop environment in the Linux Desktop world, but I still prefer no DE at all, so I’m still a heavy user of i3wm.
    • creating random PKGBUILDs to help random people on the arch forums rocks :-)
    • Walter Lewin rocks
    • Ultrabooks become very fragile over time. I’m not buying them anymore.
    • Clickbaits are more present than I realized. I feel like I’m inside one of Philip Pullman books whenever I see clickbaity articles. It is like a different perception of the world. Social network and collaborative sites are full of them. The good news are: you get better into discovering (and disposing/ignoring) them soon as more come into your way. Flag all of them as spam/inappropriate, please.
    • blackarch rocks
    • LVM rocks
    • Ajaaaaaaaaaaaaaaaaaaax and jquery are very powerful.
    • netbeans/java/eclipse are lame…
    • I can’t continue this list indefinitely, so I’m stopping here now. But I’m pretty sure I forgot to include several things in here.
  • I feel I said so much but I have even more to say…maybe I should start a podcast to express more in less time. No, not really, so much work…

Okay, if you got here, thanks for you attention, and I hope I didn’t make you feel bored. Also, I really hope that some of the things I shared over here were new to you so you can (too) feel the same feeling of serendipity and satisfaction I acquired when I discovered / worked with / achieved a few of those things. Bye.

Footnotes

  • [1]: If you didn’t understand this, nevermind.
  • [2]: this is a word I overuse (yeah, even more than serendipity — and yeah, it *must* be between brackets) as a neologism. Its meaning is ~”something I used / participated for a reasonable period of time and decided that I liked / that is part of my life — not only casually, but usually more or less near my context”. Does this definition sounds clear? And yeah, there is [unstable] too. The origin of this expression in my vocabulary originates from arch repositories.
  • [3] not really discovered, but that turned out to be [stable]
  • [4] not just to EDL (2012–present)…but it takes probably most of the credits. Josh Waitzkin in Chessmaster 10th also takes some of them (~2009-10). Namco’s Ace Combat game too (2008–12(?)). And so on…

Filed under: Sem categoria Tagged: journal, review, serendipity

Por que o Código Aberto não compartilha dos objetivos do Software Livre

por Richard Stallman

Quando dizemos que um software é “livre”, queremos dizer que ele respeita as liberdades essenciais dos usuários: a liberdade de rodá-lo, de estudá-lo e mudá-lo, e redistribuir cópias com ou sem mudanças. Isso é uma questão de liberdade, não de preço – pense em “liberdade de expressão”, não em “cerveja grátis”.

Essas liberdades são vitalmente importantes. Elas são essenciais não apenas para os propósitos individuais dos usuários, mas para a sociedade como um todo, pois elas promovem solidariedade social — isto é, compartilhamento e cooperação. Elas se tornam ainda mais importantes à medida que nossa cultura e atividades cotidianas se tornam mais digitalizadas. Num mundo de sons, imagens e palavras digitais, o software livre se torna essencial para a liberdade em geral.

O movimento do software livre tem lutado pela liberdade dos usuários de computador desde 1983. Em 1984 nós iniciamos o desenvolvimento do sistema operacional livre GNU para que pudéssemos evitar os sistemas operacionais proprietários (não livres) que negam liberdade aos seus usuários. Durante os anos 80, nós desenvolvemos boa parte dos componentes essenciais do sistema e criamos a Licença Pública Geral GNU (GNU GPL) para lançá-los — uma licença especificamente projetada para proteger a liberdade de todos os usuários de um programa.

Nem todos os usuários e desenvolvedores de software livre concordaram com os objetivos do movimento do software livre. Em 1998, um parte da comunidade do software livre se separou e iniciou uma campanha em nome do “código aberto”. O termo foi originalmente proposto afim de evitar uma possível confusão com o termo “software livre”, porém logo se tornou associado a visões filosóficas bem diferentes daquelas do movimento do software livre.

Alguns dos partidários do código aberto consideram o termo uma “campanha de marketing pelo software livre”, que apela aos empresários ao salientar os benefícios práticos do software, ao mesmo tempo que não levanta questões sobre certo e errado que eles podem não querer ouvir. Outros partidários rejeitam terminantemente os valores éticos e sociais do movimento do software livre. Quaisquer que sejam seus pontos de vista, na campanha pelo código aberto, eles não citam nem advogam esses valores. O termo “código aberto” se tornou rapidamente associado a ideias e argumentos baseados apenas em valores práticos, tais como criar ou ter software poderoso e confiável. A maioria dos partidários do código aberto tem feito isso desde então, e fazem a mesma associação.

Os dois termos descrevem quase a mesma categoria de software, porém eles apoiam visões baseadas em valores fundamentalmente diferentes. O código aberto é uma metodologia de desenvolvimento; o software livre é um movimento social. Para o movimento do software livre, o software live é um imperativo ético, pois apenas o software livre respeita a liberdade dos usuários. Em contrapartida, a filosofia do código aberto considera os problemas em termos de como tornar o software “melhor” — e apenas num sentido prático. Ela diz que o software não-livre é uma solução inferior para o problema prático em questão.

Para o movimento do software livre, contudo, o software não-livre é um problema social e a solução é parar de usá-lo e migrar para o software livre.

“Software livre”. “Código aberto”. Se é o mesmo software (ou quase), realmente importa que nome você usa? Sim, porque palavras diferentes exprimem ideias diferentes. Embora um programa livre daria a você a mesma liberdade hoje por qualquer outro nome, estabelecer a liberdade de forma duradoura depende sobretudo de ensinar as pessoas a valorizar a liberdade. Se você quer ajudar nesse sentido, é essencial falar em “software livre”.

Nós do movimento do software livre não vemos o código aberto como um empreendimento inimigo; o inimigo é o software (não-livre) proprietário. Porém, nós queremos que as pessoas saibam que apoiamos a liberdade, por isso não aceitamos ser rotulados erroneamente como partidários do código aberto.

Enganos comuns em relação ao “Software Livre” e “Código Aberto”

O termo “software livre” está propenso a interpretação errada: o sentido não intencional de “software que você pode adquirir a custo zero” se encaixa ao termo tão bem quanto o sentido intencional, “software que dá ao usuário certas liberdades”. Nós resolvemos esse problema ao publicarmos a definição de software livre e ao dizer “Pense em ‘liberdade de expressão’, não em ‘cerveja grátis’”. Essa não é uma solução perfeita; ela não elimina completamente o problema. Um termo não ambíguo e correto seria melhor, se ele não apresentasse outros problemas.

Infelizmente, todas as alternativas na língua inglesa têm problemas próprios. Temos avaliado as muitas sugestões propostas pelas pessoas, mas nenhuma é tão claramente “adequada” que mudar para ela seria uma boa ideia. (Por exemplo, em alguns contexto, a palavra “libre” do Francês e do Espanhol funciona bem, porém as pessoas da Índia não a reconhecem de forma alguma.) Todas as substituições propostas para “software livre” trazem algum tipo de problema semântico — e isso inclui “software de código aberto”.

A definição oficial de “software de código aberto” (que foi publicada pela Open Source Initiative e é longa demais para ser incluída aqui) foi indiretamente derivada dos nossos critérios para o software livre. Ela não é igual; é um pouco mais ampla em alguns aspectos. Não obstante, a definição deles concorda com a nossa na maioria dos casos.

Contudo, o sentido óbvio para a expressão “software de código aberto” — e o único que boa parte das pessoas parece considerar — é “Você pode dar uma olhada no código-fonte”. Esse critério é mais fraco do que a definição de software livre e mais fraco também do que a definição oficial de código aberto, pois isso inclui muitos programas que não são nem livres nem código aberto.

Visto que o sentido óbvio para “código aberto” não é o mesmo que seus defensores intencionam, o resultado é que muitas pessoas interpretam mal o termo. De acordo com o escritor Neal Stephenson, “o Linux é um software de ‘código aberto’, o que significa, simplesmente, que qualquer um pode obter cópias de seus arquivos de código-fonte”. Eu não acho que ele deliberadamente procurou rejeitar ou contestar a definição “oficial”. Eu penso que ele simplesmente aplicou as convenções da língua inglesa para encontrar um sentido para o termo. O estado do Kansas publicou uma definição similar: “Fazer uso de software de código-aberto (OSS). OSS é o software para o qual o código-fonte é livre e disponibilizado publicamente, porém os acordos de licenciamento específicos variam quanto ao que é permitido se fazer com o código”.

O New York Times publicou um artigo que estende o sentido do termo para se referir a testes beta de usuário — deixar que alguns usuários testem uma versão inicial e enviem feedback confidencial — que os desenvolvedores de software proprietário têm praticado por décadas.

Os partidários do código aberto tentam lidar com isso chamando atenção para sua definição oficial, mas essa abordagem corretiva é menos efetiva para eles do que para nós. O termo “software livre” tem dois sentidos naturais, um dos quais é o sentido intencional; assim uma pessoa que tenha captado a ideia de “liberdade de expressão, não cerveja grátis” não errará novamente. Porém, o termo “código aberto” tem apenas um sentido natural, que é diferente do sentido que seus partidários tinham em mente. Assim, não há modo sucinto de explicar e justificar sua definição oficial — o que torna a confusão pior.

Outro engano sobre o “código aberto” é a ideia que ele significa “não usando a GNU GPL”. Esse engano tende a acompanhar outro mal-entendido que “software livre” significa “software coberto pela GPL”. Ambos são equívocos, visto que a GNU GPL qualifica-se como uma licença código aberto e a maioria das licenças de código aberto qualificam-se como licenças de software livre.

O termo “código aberto” tem sido adicionalmente estendido por sua aplicação a outras atividades, tais como governo, educação e ciência, onde não existe código-fonte e onde os critérios para licenciamento de software são simplesmente não pertinentes. A única coisa que essas atividades têm em comum é que elas, de alguma forma, convidam as pessoas a participar. Eles estenderam tanto o termo que ele apenas significa “participatório”.

Valores diferentes podem levar a conclusões similares… mas nem sempre

Grupos radicais da década de 1960 tinham a reputação de faccionalistas: algumas organizações dividiram-se devido a desacordos sobre detalhes de estratégia e os dois grupos criados tratavam-se um ao outro como inimigos, a despeito de terem valores e objetivos básicos similares. A ala direita fez muito caso disso e usou isso para criticar toda a ala esquerda.

Alguns tentam rebaixar o movimento do software livre ao comparar nosso desacordo com o código aberto ao desacordo de outros grupos radicais, mas a verdade é outra. Nós discordamos com a campanha do código aberto no que concerne aos valores e objetivos básicos, mas tanto a visão deles quanto a nossa, em muitos casos, levam ao mesmo comportamento prático — tal como desenvolver software livre.

Como consequência, pessoas do movimento do software livre e pessoas do código aberto frequentemente trabalham juntas em projetos práticos, tal como o desenvolvimento de software. É digno de nota que essas diferentes visões filosóficas podem às vezes motivar diferentes pessoas a participar nos mesmos projetos. No entanto, há situações em que essas visões fundamentalmente diferentes levam a ações muito diferentes.

A ideia do código aberto é que permitir aos usuários mudar e redistribuir o software irá torná-lo mais poderoso e confiável. Porém, isso não é garantido. Desenvolvedores de software proprietário não são necessariamente incompetentes. Às vezes, eles produzem um programa que é poderoso e confiável, ainda que ele não respeite a liberdade dos usuários. Os ativistas do software livre e entusiastas do código aberto irão reagir de modo bem diferente a isso.

Um puro entusiasta do código aberto, alguém que absolutamente não é influenciado pelos ideias do software livre, dirá: “Eu estou surpreso que você conseguiu fazer um programa rodar tão bem sem usar nosso modelo de desenvolvimento, mas você conseguiu. Como obtenho uma cópia?”. Essa atitude recompensará esquemas que tiram nossa liberdade, levando à sua perda.

Um ativista do software livre dirá: “Seu programa é muito atrativo, porém, eu valorizo mais a minha liberdade. Sendo assim, eu rejeito seu programa. Ao invés disso, irei apoiar um projeto para desenvolver um substituto livre”. Se nós valorizamos nossa liberdade, nós podemos agir para mantê-la e defendê-la.

Software poderoso e confiável pode ser ruim

A ideia que desejamos que o software seja poderoso e confiável advém da suposição de que o software está designado para servir seus usuários. Se ele é poderoso e confiável, isso significa que ele os serve melhor.

Porém, pode-se dizer que o software serve aos seus usuários somente se respeita sua liberdade. E se o software for projetado para acorrentar seus usuários? Então, ser poderoso significa que as correntes são mais constritivas e ser confiável significa que elas são mais difíceis de remover.Características maliciosas, tais como espionar os usuários, restringir os usuários, back doors, e imposição de upgrades são comuns no software proprietário, e alguns mantenedores do código aberto querem implementá-los nos programas de código aberto.

Sob pressão das companhias de cinema e gravadoras, o software para uso pessoal é cada vez mais projetado especificamente para limitar os usuários. Essa característica maliciosa é conhecida como Gestão de Restrições Digitais (DRM — do inglês Digital Restrictions Management) (veja DefectiveByDesign.org) e é a antítese no espírito da liberdade que o software livre visa proporcionar. E não apenas no espírito: visto que o objetivo do DRM é esmagar sua liberdade, os desenvolvedores DRM tentam torná-lo mais difícil, impossível ou ainda ilegal para você mudar o software que implementa o DRM.

Ainda assim, alguns defensores do código aberto têm proposto software “DRM código aberto”. Sua ideia é que, mediante a publicação do código-fonte dos programas desenvolvidos para restringir seu acesso à mídia criptografada e ao permitir que outros mudem o programa, irão produzir um software mais poderoso e confiável para limitar usuários como você. O software seria então distribuído a você em aparelhos que não lhe permitem modificações.

Esse software pode ser de código aberto e usar o modelo de desenvolvimento do código aberto, mas ele não será software livre, visto que ele não respeitará a liberdade dos usuários que de fato o rodarão. Se o modelo de desenvolvimento de código aberto obter êxito em tornar esse software mais poderoso e confiável ao limitar você, isso o tornará ainda pior.

Medo da liberdade

A principal motivação inicial daqueles que se desligaram do movimento do software livre e criaram o empreendimento do código aberto era que as ideias éticas de “software livre” deixavam algumas pessoas receosas. É verdade: levantar questões éticas como liberdade e falar sobre responsabilidade, bem como conveniência, é pedir às pessoas que pensem sobre coisas que elas podem preferir ignorar, como, por exemplo, sobre se sua conduta é ética. Isso pode desencadear desconforto e algumas pessoas poderão simplesmente fechar suas mentes. Mas daí não resulta que devamos parar de falar dessas questões.

Isso é, entretanto, o que os líderes do código aberto decidiram fazer. Eles concluíram que calando-se a respeito da ética e da liberdade, e apenas falando sobre os benefícios práticos imediatos de certo software livre, eles poderiam “vender” o software de maneira mais eficaz a certos usuários, especialmente a empresas.

Essa abordagem se mostrou efetiva, em seus próprios termos. A retórica do código aberto tem convencido muitos empresários e indivíduos a usar, e ainda desenvolver, software livre, o que tem estendido nossa comunidade — porém, apenas em um nível superficial, prático. A filosofia do código aberto, com seus valores puramente práticos, impede a compreensão das ideias profundas do software livre; ela traz muitos pessoas à nossa comunidade, porém não as ensina a defendê-la. Isso é bom até certo ponto, mas não é o bastante para assegurar a liberdade. Atrair usuários para o software livre os leva apenas até parte do caminho de se tornar defensores da própria liberdade.

Mais cedo ou mais tarde esses usuários serão convidados para voltar ao software proprietário por alguma vantagem prática. Incontáveis companhias procuram oferecer tal tentação, algumas até mesmo oferecendo cópias grátis. Por que os usuários rejeitariam? Apenas se houvessem aprendido a valorizar a liberdade que o software livre lhes dá, o valor da liberdade em si mesma, ao invés de conveniência técnica e prática de softwares livres específicos. Para espalhar essa ideia, nós temos que falar sobre liberdade. Um pouco da abordagem “silenciosa” ao conversar com empresas pode ser útil para a comunidade, mas é perigoso se ela se torne tão comum que o amor pela liberdade passe a ser visto como uma excentricidade.

Essa situação perigosa é exatamente o que temos. Muitas pessoas envolvidas com software livre, especialmente seus distribuidores, falam muito pouco sobre liberdade — geralmente porque eles visam ser “mais aceitáveis para o comércio”. Quase todas as distribuições GNU/Linux adicionam pacotes proprietários ao sistema livre básico, e eles convidam os usuários a considerar isso um vantagem, ao invés de uma falha.

Software proprietário adicional e distribuições GNU/Linux parcialmente não-livres encontram campo fértil porque boa parte de nossa comunidade não insiste na liberdade em seu software. Isso não é coincidência. A maioria dos usuários GNU/Linux foram introduzidos ao sistema por meio da discussão do “código aberto”, que não diz que a liberdade é um objetivo. As práticas que não apoiam a liberdade e as palavras que não versam sobre liberdade estão de mãos dadas, uma promovendo a outra. Para superar essa tendência, nós precisamos de mais, não de menos, discussões sobre liberdade.

Conclusão

Na medida em que os defensores do código aberto atraem novos usuários a nossa comunidade, nós, ativistas do software livre, devemos assumir a tarefa de trazer a questão da liberdade à sua atenção. Nós temos que dizer: “Isso é software livre e dá a você liberdade”, mais e mais alto do que nunca. Toda vez que você diz “software livre”, ao invés de “código aberto”, você ajuda nossa campanha.

Notas

O artigo de Lakhani e Wolf sobre a motivação dos desenvolvedores de software livre diz que uma fração considerável é motivada pela visão de que o software deve ser livre, a despeito do fato de que eles entrevistaram desenvolvedores no SourceForge, um site que não defende a visão de que essa é uma questão ética.

FONTE


Deixando Maceió (possivelmente)

dr. Manhattan

Esse é um momento em minha vida onde estou tendo oportunidade de explorar e explorar e estou bastante contente com isso. Há várias aleatoriedades que me acontecem e que não vêm ao caso mencionar nesse blog, mas esse momento atual é um momento que eu quero lembrar, porque esse é o começo. A nova rotina vai me absorver e me mudar, e pode ser que eu esqueça o começo de tudo. Eu sei que eu iria me arrepender por perder a chance de documentar o meu sentimento atual, e é por isso que estou fazendo esse post.

Bom, a primeira coisa é essa foto abaixo. Essa foto é a foto do meu atual quarto, uma moradia temporária da qual eu já tinha sido avisado que eu não teria acesso em alguns meses. E essas malas desarrumadas e tudo o mais, coisas minhas com as quais eu nem estava em posse até pouco tempo atrás. Eu preciso dessa foto, eu preciso preservá-la!

Meu quarto temporário

E isso não é tudo, na verdade eu odeio a UFAL, e eu odeio por motivos que eu nem me lembro, pois eu perdi a esperança desse curso melhorar (para mim!). E o meu ódio ter acabado é o pior, pois eu não consigo criar uma crítica construtiva do que me faria gostar do curso novamente. O meu ódio se transformou em desprezo. Eu desprezo a UFAL, mas eu estava vivendo como um refém da UFAL, por motivos que também não são assuntos a serem tratados nesse blog (e que também não é culpa exclusiva da UFAL). O que eu lembro que acho chato é que a grade curricular é muito rígida e inflexível e cada um fica valorizando sua própria subárea dentro da computação, e no final, você tem que tentar ser o especialista de cada uma das subáreas que é a única importante, a depender de quem está passando a informação, e isso tudo acaba lhe sufocando (me lembra muito a música “I want out”, do grupo Helloween, com seu verso marcante “Leave me be”), lhe impedindo de seguir um caminho novo, diferente, lhe obrigando a deixar seus sonhos de lado, lhe corrompendo, para que você se dedique a tarefas nas quais nem acredita.

Mas eu não estava insatisfeito só com a UFAL. Exceto por alguns muito poucos eventos e os responsáveis por criar tais eventos, eu estava insatisfeito com Maceió, muito de Maceió. Isso também não é assunto para eu discutir aqui.

Na verdade, até quando eu me tornava melhor e ficava mais próximo de meus objetivos, eu ainda não me sentia bem. Eu não lembro o porquê, mas é melhor que eu não lembre mesmo, ou pode ser que acabe fazendo sentido novamente, e isso não me faria bem.

Eu estou mencionando todo esse assunto de ódio, porque agora que vejo uma chance de sair, eu estou, novamente, conseguindo lembrar de momentos bons, e de muitos deles, e que vou levar comigo, quando eu sair desse lugar. É como se eu já estivesse sentindo nostalgia antes da hora. Se o objetivo desse texto é documentar, então vejo necessário expor e ressaltar esse sentimento de aceitar as decepções que fizeram parte de minha história e de aceitá-las como eventos que ajudaram a me construir. Lembrar de momentos bons, é algo que está acontecendo comigo agora, ao mesmo tempo que não tenho vontade nenhuma de ficar preso aqui, mas me animo com o que irá acontecer, sem nem tentar adivinhar.

Eu não sei, mas eu comecei a escrever esse texto pensando na música Mother, do grupo Pink Floyd, com o seu verso incrível “She won’t let you fly, but she might let you sing”. Fica aí recomendação de um grupo incrível para quem quiser escutar. E, abaixo, algumas fotos, para terminar esse texto que é verdadeiramente livre de pretensões e cheio de liberdade quanto as estruturas textuais que normalmente nos prendem e limitam nossa criatividade.

291190_268465669871931_840694446_o

461227_318136641582800_82017509_o

10698550_733742276697216_1433599476312687858_n

vazio


Arquivado em:pt-BR Tagged: off

MY ARCH LINUX NOTES

Achei tão bacana esta pós instalação que não consegui deixar de compartilhar, então lá vai:

My Post Installation Routine

start-here-gnome-white

This is my bash history with added context.  There is nothing right or wrong with this guide, it is my personal routine after a fresh install of Arch Linux with the vanilla Gnome desktop environment.  By installing everything below my root partition used 7.9GB of space however this was reduced to 6.9GB if when I cleaned the package cache on completion. Executing all the  commands below ensure I meet my objective of having a feature rich home PC with a minimal user interface.

First things first

Tip: Open a terminal application then copy and paste each command.

Install Firefox webrowser, Gedit notepad, Zim (a desktop wiki app) and some other  essentials to access my notes, this site and of course the Arch Wiki.

sudo pacman -S zim firefox gedit gedit-plugins firefox-i18n-en-gb firefox-adblock-plus

then remove some unwanted applications installed by default…

sudo pacman -Rs empathy epiphany gnome-shell-extensions

Preparation and Permissions

Replace my user name with yours where applicable

Elevate privileges to review restricted system logs

sudo usermod -aG log stephen

Read write access to the “archive” partition I created during installation

sudo chown -R stephen /archive

Read write access to the file system share folder

sudo chown -R stephen /usr/share

Elevate system privileges to execute restricted commands that ordinary user accounts cannot access

sudo gpasswd -a stephen wheel

Enabling this trims my SSD each time I reboot

sudo systemctl enable fstrim.timer

Upgrades and optimizes my Pacman database

sudo pacman-db-upgrade && sudo pacman-optimize && sync

Pacman Configuration

Applications in arch “official” repositories are constantly updated then old versions are removed from the repository. Each package is upgraded as new versions become available from upstream sources. Pacman (Arch package manager) saves to disk a list of packages available in a repository.

The Arch User Repository (AUR) is community-driven and was  created to organize and share new applications to help expedite popular packages’ availability to te end user.  To access AUR I install an application called Yaourt.  I also make a few modification to Pacman Configuration to ensure I get access to 32bit applications when needed.

open the pacman configuartion file using this command:

sudo gedit /etc/pacman.conf

uncomment these 2 lines by removing the “#” tags

#[multilib]
#Include = /etc/pacman.d/mirrorlist

leave a space and paste these 3 lines underneath the lines above

[archlinuxfr]
SigLevel = Never
Server = http://repo.archlinux.fr/$arch

append this line (for fun). It adds a “pacman eating powerpills” when running commands in the terminal

ILoveCandy

save a close the text file then install yaourt with this command

sudo pacman -Sy yaourt

Terminal Configuration (optional)

I use the terminal a lot therefore I want it to look an behave in a certain way (see below) so I configure the bashrc text file. Before I do this I go to the terminal applications “profile preferences” to remove the scroll and menu bars.

Terminal


Install “Fetter” to display some system information and a logo each time you open the terminal.

yaourt fetter

open the bashrc text file and replace the existing script with the script below (back up the original file first)

sudo gedit ~/bashrc

# If not running interactively, don’t do anything
[ -z “$PS1″ ] && return

# check the window size after each command and, if necessary,
# update the values of LINES and COLUMNS.
shopt -s checkwinsize

# set variable identifying the chroot you work in (used in the prompt below)
if [ -z “${debian_chroot:-}” ] && [ -r /etc/debian_chroot ]; then
debian_chroot=$(cat /etc/debian_chroot)
fi

# set a fancy prompt (non-color, overwrite the one in /etc/profile)
PS1=’┌── \[\e[1;32m\]\u\[\e[m\] \[\e[1;30m\]at\[\e[m\] \[\e[1;34m\]$(hostname)\[\e[m\] \[\e[1;37m\](\w)\[\e[m\]\n└─> ‘

alias ls=’ls –color=auto’
alias update=’sudo pacman -Syyu’
alias install=’sudo pacman -S’
alias remove=’sudo pacman -Rn’
alias aur=’yaourt’
alias refresh=’sudo pacman-db-upgrade && sudo pacman-optimize && sync’
alias bashrc=” sudo gedit ~/.bashrc && source ~/.bashrc”
alias conkyrc=”sudo gedit ~/.conkycolors/conkyrc && source ~/.bashrc”

# enable bash completion in interactive shells
if ! shopt -oq posix; then
if [ -f /usr/share/bash-completion/bash_completion ]; then
. /usr/share/bash-completion/bash_completion
elif [ -f /etc/bash_completion ]; then
. /etc/bash_completion
fi
fi

# sudo hint
if [ ! -e “$HOME/.sudo_as_admin_successful” ] && [ ! -e “$HOME/.hushlogin” ] ; then
case ” $(groups) ” in *\ admin\ *|*\ sudo\ *)
if [ -x /usr/bin/sudo ]; then
cat <<-EOF
To run a command as administrator (user “root”), use “sudo <command>”.
See “man sudo_root” for details.
EOF
fi
esac
fi

# if the command-not-found package is installed, use it
if [ -x /usr/lib/command-not-found -o -x /usr/share/command-not-found/command-not-found ]; then
function command_not_found_handle {
# check because c-n-f could’ve been removed in the meantime
if [ -x /usr/lib/command-not-found ]; then
/usr/lib/command-not-found — “$1″
return $?
elif [ -x /usr/share/command-not-found/command-not-found ]; then
/usr/share/command-not-found/command-not-found — “$1″
return $?
else
printf “%s: command not found\n” “$1″ >&2
return 127
fi
}
fi

fetter -d arch

Configure Zim Desktop Wiki (optional)

Zim is my favourite note taking application.  It is a graphical text editor used to maintain a collection of wiki pages on your desktop. Each page can contain links to other pages, simple formatting and images. I store my pages in my “dropbox” folder making my notes available everywhere I go.   All data is stored in plain text files with wiki formatting. Various plugins provide additional functionality, like a task list manager, an equation editor, a tray icon, and support for version control.

Zim can be used to:

  • Keep an archive of notes
  • Take notes during meetings or lectures
  • Organize task lists
  • Draft blog entries
  • Do brainstorming

Install dropbox

yaourt dropbox

Install zim plugins…

sudo pacman -S mercurial gnuplot ditaa graphviz python2-gtkspell scrot libzeitgeist lilypond

Thinking about removing above plugins as they don’t add much value to my workflow

then install the zim Firefox add-on “Zim-Clip

Zim-clip allows you to copy /drag selected text or images on a web page or maintain  bookmarks lists in Zim.


Install Desktop and Icon Themes

Themes are totally subjective and there are literally 1,000s to chose from.  I like to install a few of each time to change things around as the mood takes me.  For consistency I try to stick the the evolving “Material Design” concept which I apply to my smartphone also.

To changes themes using a GUI and other Gnome settings you need to install the Gnome Tweak tool

sudo pacman -S gnome-tweak-tool

Tweaks

Install the moka icon theme

yaourt moka-icon-theme-git

icons

Popular window and shell themes

yaourt paper-gtk-theme-git
yaourt vertex-themes 
yaourt arch-frost-gtk-git
yaourt evopop-shell-theme-git

Paper GTK and Shell theme is what I use

Additional Fonts

yaourt ttf-ms-fonts
yaourt ttf-ubuntu-font-family
yaourt ttf-raleway-font-family

Cursor Theme

sudo pacman -S oxygen-cursors

Links to more eye candy resources

Wallpapers on DeviantArt
Themes @ Gnome Look
Arch Linux – Artwork
Download Arch Start-Here logos


My Gnome Extensions

gnomeextensions


Install/enable Preload

Pre-loading is best used with large and often-used applications like your web browser or LibreOffice etc. The benefit is that preloaded applications start more quickly because reading from the RAM is always quicker than from the hard drive and part of your RAM will be dedicated to this task. (Note Preload is option 20 from the list presented)

to install preload

yaourt preload

then enable the service

sudo systemctl enable preload.service

Multimedia/Compatibility Codecs

In general, codecs are utilized by multimedia applications to encode or decode audio or video streams. In order to play encoded streams, users must ensure an appropriate codec is installed. Arch like most linux distributions do not install these out of the box.  Installing this command will cover all your bases for multimedia playback formats.

sudo pacman -S exfat-utils fuse-exfat a52dec faac faad2 flac jasper lame libdca libdv gst-libav libmad libmpeg2 libtheora libvorbis libxv wavpack x264 xvidcore gstreamer0.10-plugins flashplugin libdvdcss libdvdread libdvdnav gecko-mediaplayer dvd+rw-tools dvdauthor dvgrab

Additional File Management Utilities

Exactly what the titles states, these are additional utilities to enhance the nautilus file manager functionality for most normal users.

sudo pacman -S file-roller seahorse seahorse-nautilus nautilus-actions nautilus-open-terminal nautilus-share unace p7zip zip unrar

Printer Essentials

Exactly what the titles states. Install and enable all te packages needed to get your printer up and running

sudo pacman -S lib32-libcups cups gutenprint foomatic-db-engine ghostscript gsfonts foomatic-db foomatic-filters cups-pdf system-config-printer

then enable (one line at a time)…

sudo systemctl enable org.cups.cupsd.service 
sudo systemctl enable cups-browsed.service 
sudo systemctl start org.cups.cupsd.service 
sudo systemctl start cups-browsed.service

My Software Selection

OK, run this command and by the time you have a coffee or a beer installation will be complete.  This command contains all the productivity software I use as well as additional utilities that make my computer awesome. So whats here?

  • Image/graphics creative management applications
  • Multimedia (video/audio) playback,  media burner, decoder & ID3 music tag
  • Complete office suite, documents,spreadsheets , presentation and drawing application
  • A few good arcade games
  • Genealogy (Family history) data and media manager
  • A host of additional utilities to improve your linux computing experience  & more
sudo pacman -S picard brasero clipgrab handbrake libquicktime libopenraw puddletag pinta bleachbit inkscape python2-lxml python2-numpy uniconvertor shutter darktable gramps ttf-freefont libreoffice-fresh libreoffice-fresh-en-GB youtube-dl openshot supertuxkart gnome-mines systemd-ui gparted ffmpeg-compat gnome-logs ttf-droid mesa-demos inxi dmidecode wget lsb-release eog-plugins pm-utils lib32-libxft sl lyx libmtp gvfs-mtp pavucontrol alsa-tools alsa-plugins lib32-alsa-plugins opendesktop-fonts polari gnome-contacts kodi simplescreenrecorder gnome-packagekit gnome-logs sushi gnome-maps nodejs rhythmbox geary dconf-editor pacmanlogviewer transmission-gtk perl-file-mimeinfo oxygen-cursors grsync

Regular visits to the List of Applications page on the Arch Wiki  is a MUST if you want a choose what software right for you. (even if you are not a beginner)

A good source for comparing cross platform software applications is the “alternativeto” website, especially if your coming from MS Windows or Mac OS environment.  Alternativeto.net claims to be  a new approach to finding good software. You simply suggest what application you want to replace and they give you great alternatives, based on user recommendations.

Other applications I install from the AUR

GUI for pacman and yaourt

yaourt pacmanxg4

Minecraft – an open-world game whose gameplay revolves around breaking and placing blocks

yaourt minecraft

Genymotion is complete set of tools that provides a virtual environment for Android – (dependency=Virtualbox)

yaourt genymotion

Corebird – Native Gtk+ Twitter Client

yaourt corebird

GNOME Session Properties Tool

yaourt gnome-session-properties

Spotify  – A proprietary peer-to-peer music streaming service

yaourt libgcrypt15 ffmpeg-compat spotify

then create symlinks

sudo ln -s /usr/lib/libnss3.so /usr/lib/libnss3.so.1d && sudo ln -s /usr/lib/libnssutil3.so /usr/lib/libnssutil3.so.1d && sudo ln -s /usr/lib/libsmime3.so /usr/lib/libsmime3.so.1d && sudo ln -s /usr/lib/libssl3.so /usr/lib/libssl3.so.1d && sudo ln -s /usr/lib/libplds4.so /usr/lib/libplds4.so.0d && sudo ln -s /usr/lib/libplc4.so /usr/lib/libplc4.so.0d && sudo ln -s /usr/lib/libnspr4.so /usr/lib/libnspr4.so.0d && sudo ln -s /usr/lib/libudev.so /usr/lib/libudev.so.0

MenuLibre – An advanced menu editor that provides modern features in a clean, easy-to-use interface

yaourt menulibre

A graphical grub2 settings manager

yaourt grub-customizer

Nautilus-Dropbox extension for Gnome File manager

yaourt nautilus-dropbox

Red Note Book: As simple desktop diary

yaourt rednotebook

A graphical frontend to tesseract-ocr

yaourt gimagereader

Proprietary cross-platform IM and VoIP software

yaourt viber





System76 Driver provides drivers, restore, and regression support for System76 computers

yaourt system76-driver

Teamviewer – All-In-One Software for Remote Support and Online Meetings

yaourt teamviewer
sudo systemctl enable teamviewerd.service
sudo systemctl start teamviewerd.service

Install vtop (a system Monitoring tool)

sudo pacman -S nodejs 
sudo npm install -g vtop

to run type vtop in the terminal

vtopFONTE